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A acufenometria tem como objectivo avaliar as características psicoacústicas do acufeno ou zumbido. Por outras palavras, identificar algumas características do som subjectivo sentido pelo doente.

Com este exame tentamos caracterizar:

  1. A frequência fundamental do acufeno.
  2. A sua intensidade subjectiva.
  3. A capacidade dos ruídos externos “abafarem” o som e qual a intensidade que um ruído tem que ter para abafar o acufeno do doente.
  4. A inibição residual, isto é, se após exposição a um som mascarante o acufeno tem algum período de tempo em que não é percebido ou em que é atenuado.

COMO FAZEMOS:

1 – TOM

OBJECTIVO EXPLICADO AO DOENTE

Vamos procurar o som mais parecido com o seu zumbido, não precisa de ser igual mas sim de todos o que mais se assemelha em termos de tonalidade.

COMO TESTAR

Apresentamos os sons no ouvido contralateral ou, se o acufeno for bilateral, no ouvido com melhor audição. Usamos um ruído de banda estreita (Narrow Band Noise) e tentamos que o doente escolha entre dois sons, por exemplo um som de 125 e outro de 8000 Hz perguntando “qual destes sons é mais parecido com o seu zumbido?”

 

2 – INTENSIDADE

OBJECTIVO EXPLICADO AO DOENTE

Vamos procurar determinar qual a intensidade a que ouve o seu zumbido utilizando como termo de comparação este som (apresenta-se neste momento o som teste ao doente a um nível supraliminar apenas para que ele o reconheça). O que pretendemos é que nos diga se o seu zumbido é mais alto ou mais baixo que este som.

COMO TESTAR

Apresentamos os sons no ouvido contralateral ou, se o acufeno for bilateral, no ouvido com melhor audição. Determinamos o limiar a que o doente ouve o som teste apresentando os resultados em dB SL (Decibéis Sensation Level, isto é, acima do limiar do doente. Se o limiar é 35 e a intensidade mais parecida com a do zumbido é 45 o resultado será 10 dB SL). Se possível aumentar a intensidade em passos de 1 dB.

 

3 – NÍVEL MÍNIMO DE MASCARAMENTO

OBJECTIVO EXPLICADO AO DOENTE

Vamos agora aumentar o som até que ele faça “desaparecer” o seu zumbido. Pretendemos saber qual o momento em que este som faz com que o doente deixe de ouvir o seu zumbido.

COMO TESTAR

Apresentamos os sons no ouvido ipsilateral; utilizamos o ruído de banda estreita que o doente identificou como “o mais parecido com o zumbido”. Determinamos o limiar do doente para aquele som, aumentando a intensidade em passos de, se possível 1 dB, cada 4 segundos, determinando assim o nível mínimo de mascaramento. O resultado é apresentado em dB SL.

 

4 – INIBIÇÃO RESIDUAL

OBJECTIVO EXPLICADO AO DOENTE

Vamos colocar um som no ouvido em que ouve o seu zumbido durante um minuto e depois vamos ver o que acontece ao seu zumbido. Se há alguma alteração ou até, se por momentos, deixa de o perceber.

COMO TESTAR

Apresentamos no ouvido ipsilateral, o som (ruído de banda estreita) que o doente identificou como “o mais parecido com o zumbido” a um nível 10 dB acima do nível mínimo de mascaramento durante um minuto (60 segundos). Registamos o que sucede em seguida. Quatro hipóteses:

  1. Inibição completa – o zumbido desaparece completamente durante algum tempo. Precisar quanto tempo (de um minuto a horas).
  2. Inibição parcial – diminuição da intensidade do acufeno ou alteração da sua tonalidade. Precisar durante quanto tempo.
  3. Negativa – sem resposta.
  4. Efeito rebound – aumento da intensidade do zumbido, ou aparecimento de novo de zumbido no ouvido contralateral.

 

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